quarta-feira, 23 de setembro de 2009

The Old Man and The Sea - watch my little school play


I would really like to encourage you, not only to spare some comfortable 30 minutes to enjoy our school play, but also to read The Old Man and The Sea, by Ernest Hemmingway, if you haven’t. One year later, I still miss participating in such process. Some of those students aren’t among us anymore and everybody at that school got pretty aware of how tiring making something beautiful can be.
I sometimes take the whole story as a metaphor of that process, and as a metaphor of our condition as teachers. It’s hard to say whether we tend to take the role of the Old Man, or an absent Manolin during fight, or even that magnificent fish that is the first to be gone. When I think that so much trouble had been had in order to have a only one night play, I wonder what we are supposed to get from all of this. There are many ways to put production into our practice in class, as well as many ways to deny it, because production doesn’t seem to please students, parents, directors and even teachers, not all of them, but a great deal of, especially the ones committed to the maintenance of the school’s irrelevance in their lives and other people’s.
So I could think of that play as the remains of that fish, from which little I would be able to benefit, but I’m still grateful for the time I live in. We can still make something beautiful out of what we’ve got and we’re not considered pirates for having using, for instance, Donald Sutherland’s voice in our narration without any royalty. We’re poor teachers. We are able to get friends to record things for us on their digital cameras, put everything together using some new tricks we’ve learned, patch the gaps with some nice pictures we’ve got, and hope that you’ll feel something when you see what we could save from being forgotten.
But the real reason you should read the book too is for the very sake of my metaphor, because we grow old to find out that there’s much more involved in this process of teaching and learning, as the Old Man points out all over his saga, the Sea, the Age, the Fortune, things that are so much bigger. Are we really that kind of hero? Perhaps my little play doesn’t give us that dimension. So, please, watch my play, but don’t forget to go through the reading as well.

Enjoy the play by clicking here.

Kleber Garcia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Créditos da exposição de Psicologia - Faceres

Segue o comentário da nossa amiga Juliana, que preparou a exposição na qual gravamos nosso primeiro vídeo, vide "Semana de Psicologia da Faceres, exposição". Coloco aqui em destaque, porque é o que gostaríamos de ter feito junto com a postagem. Lançar os créditos. Better late than never. Juliana, muito obrigado.
Kleber

Que ótimo que gostaram da exposição! Adorei o vídeo.
As fotos são do fotógrafo Evandro Rocha ( www.evandrorocha.com.br ) e a idéia da exposição veio a partir do tema "Psicopatologia na vida cotidiana", no qual quis expor fotos de cotidianos, gente como a gente. Entre as fotos, havia folhas em branco com giz de cera pendurado, para que fosse feito o que tivesse vontade de fazer. Foram feitas poesias, desenhos, frases avulsas... Na parede, as poesias são de usuários de serviços da saúde mental, gente como a gente, cada "louco" com sua loucura. ;) Muito obrigada pela divulgação!


Juliana - 6º semestre de psicologia faceres

terça-feira, 8 de setembro de 2009

QUAL É O SEU APPROACH?

Está aí uma pergunta um pouco mais complicadinha de responder. Nesta nossa segunda incursão videofônica, intercalamos alguns momentos de nossas aulas com alguns conceitos estudados, além das músicas e canções que exemplificam um pouco algumas das discussões. Sobre a primeira pergunta no vídeo, por exemplo, creio já ter ido o tempo em que o futuro era argumento para se pensar no porquê de aprender a língua estrangeira. Ela já está muito mais na nossa língua atual do que se imagina. Quem consegue curtir o comercial da Claro, por exemplo, sem entender a letra da música que rola ao fundo? A gente ilustra rudimentarmente o approach no vídeo pelas diferentes leituras que Denise Margonari, a professora, e Sílvia Negrini, a aluna, fizeram do mesmo texto de Marcelo Rubens Paiva, que trata de como a língua estrangeira, neste caso, o inglês, está indissocialvelmente integrando nossa própria língua. Ainda sobre o conteúdo do vídeo, agradeço quaisquer críticas e comentários posteriores, por favor. Kleber Garcia
video

sábado, 5 de setembro de 2009

O apoio familiar


Opinando em relação à postagem anterior sobre transtornos na aprendizagem, acredito que o suporte familiar é de extrema importância para que os alunos tenham sucesso na aprendizagem. Porém, elucido que este suporte não é cego e sim cuidadoso, atencioso e afetivo. Alunos que são queridos no âmbito familiar e que sentem uma abertura da parte dos pais tendem a ser mais interativos e ter mais concentração. Bem, essa é apenas uma modesta opinião, não tenho know how para afirmar isso. Se discordarem, comentem, por favor. (Se concordarem, também) Abraços. Silvia

III Semana de Psicologia da Faceres - dislexia e tdah

Sou daqueles teachers que acreditam no papel da família para o sucesso da criança na escola. Porém, e como vários outros teachers e maestras e professores e coordenadores e mães e pais eu acreditava que faz parte de tal esforço um investimento da família daquelas ditas “crianças problema” em ajuda especializada para detectar e tratar o que hoje em dia consideramos transtornos de aprendizagem, síndrome de déficit de atenção, hiperatividade, quebranto ou aura muito azul.
Foi munido até os dentes com essas minhas boas intenções que eu me inscrevi para o workshop sobre dislexia e déficit de atenção, lá na Faceres. Foi uma bolacha na minha cara de paisagem a palestra que ouvi ministrada pela Dra Maria Aparecida Affonso Moysés, na minha opinião, uma postura bastante corajosa, diante de tantas tecnologias, avanços, estudos, profissionais, um mercado tão expansivo e já tão consistente disposto a abraçar todos esses pequenos e conduzi-los ao comportamento adequado em sala de aula, à resposta esperada pelos pais e professores, diretores e coordenadores e, claro: boas notas, sucesso acadêmico, finanças seguras e carreira profissional promissora, como essa minha de professor de inglês.
Foi de forma contundente e com bom humor que a doutora defendeu em sua palestra a inconsistência e falta de método ou critério científico na grande maioria dos trabalhos relacionados ao tema, principalmente naqueles que concluem pela existência de tais patologias e/ou tratamentos por drogas estimulantes.
Ela destacou a subjetividade dos testes para diagnóstico de dislexia e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade de acordo com padrões atuais e a ineficácia das últimas tecnologias em detectar de forma satisfatória a verdadeira origem do fracasso escolar dessas crianças, e não somente áreas do cérebro ativadas ou não conforme a realização, ou tentativa de realização de certas atividades. A atividade em questão aqui é a leitura. Do modo mais grosso, que é o da minha ignorância, entendi que para a máquina um não disléxico que tenta ler um texto numa língua que não é sua, como uma que tenha um alfabeto diferente, por exemplo, é tão disléxico quanto um disléxico em sua própria língua materna, que manifesta para a máquina uma dificuldade em executar uma função que ainda não aprendeu totalmente. Isso não responde por que a criança não aprende.
Tudo isso é ainda motivo de muita controvérsia entre especialistas da área. Entre nós, professores, ainda faz parte de nossas crenças a existência ou não de tais transtornos, bem como a necessidade de tratamento por meio de drogas. O que é mais do que citado em muitos veículos, é o que se denomina como relações promíscuas entre a indústria farmacêutica e médicos em geral, inclusive estes tantos que estão aí para dar aos pequenos a chance de concentração, auto controle, aceitação e plenitude como ser humano, algo que nem a escola e nem a família conseguem proporcionar, por meio de drogas estimulantes, tornando o caminho em direção à cura dos supostos distúrbios tão obscuro quanto os daqueles que buscam algo semelhante, já sem tanto patrocínio explícito da família, nas drogas ilícitas, aquelas moralmente condenadas.
Saí do workshop certo de que é a aceitação da diversidade, a reestruturação da escola e seus procedimentos, visando a viabilização de uma verdadeira universalização da aprendizagem, com a melhoria do relacionamento entre professores e alunos, enfim um desenvolvimento da educação em geral por um maior preparo do profissional de educação em vários aspectos que garantirá um declínio no quadro de fracasso escolar que hoje se verifica, e no número de crianças diagnosticadas como portadoras de tais transtornos.


Kleber Garcia