quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A BELEZA

“A beleza é a religião dos que sabem”
(Um poeta hindu)

A vós que hesitais entre os caminhos divergentes das religiões, e vos perdeis nos vales das crenças contraditórias, e concluís que a liberdade da rejeição é mais proveitosa que a disciplina da submissão, e o inconformismo mais exaltante do que o tradicionalismo, a vós todos, digo: Adotai a beleza como religião e honrai-a como a Deus.
Manifesta-se ela na perfeição das criaturas e nas edificações da razão. Repeli os que representam a religião como divertimento e que consideram possível andar ao mesmo tempo no caminho da ganância e no caminho do bem. Acreditai na Divindade da beleza, que deu origem ao vosso gosto pela vida e vossa procura da felicidade. Arrependei-vos diante dela, pois é ela quem aproxima vossos corações do trono da mulher, reflexo de vossas emoções e guia de vossas almas no reino da natureza, vossa pátria suprema.
E vós, que vos perdeis na noite das conjeturas e que afundais no abismo das quimeras, sabei que há na beleza uma verdade que exclui a dúvida e uma luz que vos afasta das trevas do erro.
Contemplai o despertar da primavera e a chegada da aurora. A beleza pertence para quem a contempla.
Escutai o gorjeio dos pássaros, e o murmúrio dos ramos, e a melodia das fontes. A beleza pertence também a quem a escuta.
Observai a inocência das crianças, e a formosura dos jovens, e a força dos adultos e a sabedoria dos velhos. A beleza pertence a quem sabe observar.
Cantai os olhos que se assemelham aos narcisos, e os rostos que se assemelham às rosas e as bocas que se assemelham às anêmonas. A beleza se glorifica nos que a cantam.
Exaltai os corpos delgados como os ramos, e os cabelos negros como a noite, e os pescoços brancos como o mármore. A beleza gosta de ser exaltada.
Consagrai o corpo como templo da beleza e santificai o coração como altar do amor. A beleza recompensa os que a adoram.
Regozijai-vos por haver recebido da Divindade os dons da beleza e alegrai-vos, pois nada tereis a temer e jamais vos entristecereis.

Kahlil Gibran

sábado, 17 de outubro de 2009

Feliz Dia dos Professores!


Tive uma professora que dizia que toda classe que é inferiorizada na sociedade ganha um dia só seu. Por isso, segundo ela, é que há o dia da mulher, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, dia do trabalhador, entre tantas outras datas comemorativas.

De qualquer modo, a homenagem existe e, mesmo para aqueles que acreditam não haver nada a comemorar, deixo aqui meus parabéns (um tanto atrasado, pois, embora fosse dia dos professores, os meus não pararam de trabalhar) para todos aqueles que corajosa e orgulhosamente trabalham em prol da educação no Brasil.
Se servimos de escada para outras profissões serem possíveis, devemos tentar unirmo-nos cada vez mais para que essa escada possa ter muitos e muitos degraus, de modo que, por meio dela, todos possam subir cada vez mais alto.
Um abraço,
Stephania


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A professorinha e a Tecnologia

Eis que a besta assassina da Tecnologia mais uma vez assombra a sala da pobre professorinha. Presa pelos calcanhares à areia movediça da desatenção de seus alunos, a indefesa vítima do próprio despreparo afunda milímetro a milímetro chacoalhando os braços em desespero, competindo em sua irrelevância com celulares de última geração, lan houses tentadoras e convidativas oferecendo jogos hipnóticos capazes de subtrair anos inteiros da vida útil desses jovens e reforçar o estado de desesperança no futuro em que se chafurdam há gerações, tornando-os tão secos de cultura geral quanto qualquer vítima petrificada da terrível Medusa, mp3, mp4,5,8, vídeo games, janelas pop-up e outros vilões.
As tentativas anteriores de usar tais armas em suas classes resultaram em baixas significativas para a auto-estima da professorinha. Agora ela está atrasada com o conteúdo, porque passou aulas inteiras tentando fazer seu novo laptop funcionar, chamando o interesse apenas daqueles pequenos meliantes dispostos a encontrar uma forma de apropriar-se do brinquedo da professora, assim como já fizeram com dinheiro da sua bolsa. Por conselho da própria escola, seu laptop agora está seguro em sua casa, inútil, fazendo-se lembrar apenas por ocasião do vencimento das parcelas do financiamento, adiando consideravelmente o sonho da professorinha de descansar em sua casa própria. Por vezes, ela pensa se não compensará comprar algo de que possa desfrutar ainda depois de paga a última parcela, como um plano de auxílio funeral, por exemplo.
Quem será o destemido príncipe a salvar a coitada das trevas da obsolescência ? Estará o bravo cavaleiro entre seus mestres da graduação e pós-graduação? Lá, ela aprendeu a fazer a back-up e finalmente ver parte de seus projetos concluída. Também descobriu que usar um filme em sala não significava exibi-lo na íntegra para os alunos, consumindo duas aulas inteiras, que poderia trabalhar apenas com parte dele, usando os botões REW, FF, PLAY e PAUSE para selecionar tais partes na frente dos alunos. Na prática, ela também aprendeu que DVDs piratas são muito mais eficientes para tal serviço do que originais, que demoram para abrir o menu, justamente para que a gente fique a par de leis de direitos autorais que não nos interessam, e que a vida útil de um DVD usado em aula é muito curta. Para tanto, ela tem ajuda de uma colega de classe que cobra apenas $3,00 por DVD gravado, já que é para uma amiga, o que compensa mais do que usar seu próprio laptop para tanto, o que despenderia um esforço hercúleo da professorinha no sentido de APRENDER algo novo, o que realmente ela não tem tempo de fazer, afinal são trabalhos, monografias, leituras, tantas coisas necessárias para que ela realmente possa se considerar uma especialista no que faz...
Ainda assim, e apesar da tenra idade, a donzela ainda parece uma anciã ao lidar com tais tecnologias. Em comum com seus alunos, ficou o gosto por sites de relacionamento, em que ela pode ficar horas e horas esquecendo-se da tortura vivida diariamente, infligida por algozes que ela ainda não sabe quem são. Quando ela se desconecta do mundo rosa de seus perfis na net, ela volta a viver o pesadelo da vida real da sala de aula e ainda chama pelo príncipe encantado que virá salvá-la em seu cavalo branco, levando-a ao reino encantado onde não há blogs, twitters, msns, vírus, hackers, e-mails, e vivendo, como talvez já viva, feliz para sempre.

Kleber Garcia

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

The Old Man and The Sea - watch my little school play


I would really like to encourage you, not only to spare some comfortable 30 minutes to enjoy our school play, but also to read The Old Man and The Sea, by Ernest Hemmingway, if you haven’t. One year later, I still miss participating in such process. Some of those students aren’t among us anymore and everybody at that school got pretty aware of how tiring making something beautiful can be.
I sometimes take the whole story as a metaphor of that process, and as a metaphor of our condition as teachers. It’s hard to say whether we tend to take the role of the Old Man, or an absent Manolin during fight, or even that magnificent fish that is the first to be gone. When I think that so much trouble had been had in order to have a only one night play, I wonder what we are supposed to get from all of this. There are many ways to put production into our practice in class, as well as many ways to deny it, because production doesn’t seem to please students, parents, directors and even teachers, not all of them, but a great deal of, especially the ones committed to the maintenance of the school’s irrelevance in their lives and other people’s.
So I could think of that play as the remains of that fish, from which little I would be able to benefit, but I’m still grateful for the time I live in. We can still make something beautiful out of what we’ve got and we’re not considered pirates for having using, for instance, Donald Sutherland’s voice in our narration without any royalty. We’re poor teachers. We are able to get friends to record things for us on their digital cameras, put everything together using some new tricks we’ve learned, patch the gaps with some nice pictures we’ve got, and hope that you’ll feel something when you see what we could save from being forgotten.
But the real reason you should read the book too is for the very sake of my metaphor, because we grow old to find out that there’s much more involved in this process of teaching and learning, as the Old Man points out all over his saga, the Sea, the Age, the Fortune, things that are so much bigger. Are we really that kind of hero? Perhaps my little play doesn’t give us that dimension. So, please, watch my play, but don’t forget to go through the reading as well.

Enjoy the play by clicking here.

Kleber Garcia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Créditos da exposição de Psicologia - Faceres

Segue o comentário da nossa amiga Juliana, que preparou a exposição na qual gravamos nosso primeiro vídeo, vide "Semana de Psicologia da Faceres, exposição". Coloco aqui em destaque, porque é o que gostaríamos de ter feito junto com a postagem. Lançar os créditos. Better late than never. Juliana, muito obrigado.
Kleber

Que ótimo que gostaram da exposição! Adorei o vídeo.
As fotos são do fotógrafo Evandro Rocha ( www.evandrorocha.com.br ) e a idéia da exposição veio a partir do tema "Psicopatologia na vida cotidiana", no qual quis expor fotos de cotidianos, gente como a gente. Entre as fotos, havia folhas em branco com giz de cera pendurado, para que fosse feito o que tivesse vontade de fazer. Foram feitas poesias, desenhos, frases avulsas... Na parede, as poesias são de usuários de serviços da saúde mental, gente como a gente, cada "louco" com sua loucura. ;) Muito obrigada pela divulgação!


Juliana - 6º semestre de psicologia faceres

terça-feira, 8 de setembro de 2009

QUAL É O SEU APPROACH?

Está aí uma pergunta um pouco mais complicadinha de responder. Nesta nossa segunda incursão videofônica, intercalamos alguns momentos de nossas aulas com alguns conceitos estudados, além das músicas e canções que exemplificam um pouco algumas das discussões. Sobre a primeira pergunta no vídeo, por exemplo, creio já ter ido o tempo em que o futuro era argumento para se pensar no porquê de aprender a língua estrangeira. Ela já está muito mais na nossa língua atual do que se imagina. Quem consegue curtir o comercial da Claro, por exemplo, sem entender a letra da música que rola ao fundo? A gente ilustra rudimentarmente o approach no vídeo pelas diferentes leituras que Denise Margonari, a professora, e Sílvia Negrini, a aluna, fizeram do mesmo texto de Marcelo Rubens Paiva, que trata de como a língua estrangeira, neste caso, o inglês, está indissocialvelmente integrando nossa própria língua. Ainda sobre o conteúdo do vídeo, agradeço quaisquer críticas e comentários posteriores, por favor. Kleber Garcia

sábado, 5 de setembro de 2009

O apoio familiar


Opinando em relação à postagem anterior sobre transtornos na aprendizagem, acredito que o suporte familiar é de extrema importância para que os alunos tenham sucesso na aprendizagem. Porém, elucido que este suporte não é cego e sim cuidadoso, atencioso e afetivo. Alunos que são queridos no âmbito familiar e que sentem uma abertura da parte dos pais tendem a ser mais interativos e ter mais concentração. Bem, essa é apenas uma modesta opinião, não tenho know how para afirmar isso. Se discordarem, comentem, por favor. (Se concordarem, também) Abraços. Silvia

III Semana de Psicologia da Faceres - dislexia e tdah

Sou daqueles teachers que acreditam no papel da família para o sucesso da criança na escola. Porém, e como vários outros teachers e maestras e professores e coordenadores e mães e pais eu acreditava que faz parte de tal esforço um investimento da família daquelas ditas “crianças problema” em ajuda especializada para detectar e tratar o que hoje em dia consideramos transtornos de aprendizagem, síndrome de déficit de atenção, hiperatividade, quebranto ou aura muito azul.
Foi munido até os dentes com essas minhas boas intenções que eu me inscrevi para o workshop sobre dislexia e déficit de atenção, lá na Faceres. Foi uma bolacha na minha cara de paisagem a palestra que ouvi ministrada pela Dra Maria Aparecida Affonso Moysés, na minha opinião, uma postura bastante corajosa, diante de tantas tecnologias, avanços, estudos, profissionais, um mercado tão expansivo e já tão consistente disposto a abraçar todos esses pequenos e conduzi-los ao comportamento adequado em sala de aula, à resposta esperada pelos pais e professores, diretores e coordenadores e, claro: boas notas, sucesso acadêmico, finanças seguras e carreira profissional promissora, como essa minha de professor de inglês.
Foi de forma contundente e com bom humor que a doutora defendeu em sua palestra a inconsistência e falta de método ou critério científico na grande maioria dos trabalhos relacionados ao tema, principalmente naqueles que concluem pela existência de tais patologias e/ou tratamentos por drogas estimulantes.
Ela destacou a subjetividade dos testes para diagnóstico de dislexia e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade de acordo com padrões atuais e a ineficácia das últimas tecnologias em detectar de forma satisfatória a verdadeira origem do fracasso escolar dessas crianças, e não somente áreas do cérebro ativadas ou não conforme a realização, ou tentativa de realização de certas atividades. A atividade em questão aqui é a leitura. Do modo mais grosso, que é o da minha ignorância, entendi que para a máquina um não disléxico que tenta ler um texto numa língua que não é sua, como uma que tenha um alfabeto diferente, por exemplo, é tão disléxico quanto um disléxico em sua própria língua materna, que manifesta para a máquina uma dificuldade em executar uma função que ainda não aprendeu totalmente. Isso não responde por que a criança não aprende.
Tudo isso é ainda motivo de muita controvérsia entre especialistas da área. Entre nós, professores, ainda faz parte de nossas crenças a existência ou não de tais transtornos, bem como a necessidade de tratamento por meio de drogas. O que é mais do que citado em muitos veículos, é o que se denomina como relações promíscuas entre a indústria farmacêutica e médicos em geral, inclusive estes tantos que estão aí para dar aos pequenos a chance de concentração, auto controle, aceitação e plenitude como ser humano, algo que nem a escola e nem a família conseguem proporcionar, por meio de drogas estimulantes, tornando o caminho em direção à cura dos supostos distúrbios tão obscuro quanto os daqueles que buscam algo semelhante, já sem tanto patrocínio explícito da família, nas drogas ilícitas, aquelas moralmente condenadas.
Saí do workshop certo de que é a aceitação da diversidade, a reestruturação da escola e seus procedimentos, visando a viabilização de uma verdadeira universalização da aprendizagem, com a melhoria do relacionamento entre professores e alunos, enfim um desenvolvimento da educação em geral por um maior preparo do profissional de educação em vários aspectos que garantirá um declínio no quadro de fracasso escolar que hoje se verifica, e no número de crianças diagnosticadas como portadoras de tais transtornos.


Kleber Garcia

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

III Semana de Psicologia da Faceres - exposição

Aconteceu semana passada na FACERES a III Semana de Psicologia, do dia 24 ao dia 28 de agosto, com o tema A PSICOPATOLOGIA NA VIDA COTIDIANA. Dentre o que este pobre professor sem tempo pode aproveitar está o Workshop sobre Dislexia e TDAH, sobre o qual voltaremos a falar, e esta inspiradora exposição na recepção da faculdade, que eu e a Sílvia apresentamos em mais um novo canal de que este blog agora se utiliza. Espero que gostem. Kleber Garcia

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Por que devo ir assistir Entre os Muros da Escola

Primeiramente, porque ele está em cartaz ali mesmo no Cine Eldorado, nos dias de semana às 20h e aos sábados e domingos em dois horários 17h30 e 20h.
Segundo, porque ele é super inspirador para nós professores, voltando das semanas da gripe suína, refletirmos sobre uma série de questões sobre a nossa prática. Uma sala de aula de língua materna, aqui para nós em língua estrangeira (Francês). Confira o trailer do filme no youtube.
Terceiro, porque não é uma daquelas várias estórias de sala de aula de final feliz hollywoodiano, nem o professor é aquele super herói a que estamos acostumados nas telas.
Para quem quer exercitar um pouco do próprio inglês, leia sobre o filme no NY Times, ou Slate. Daqui para algo em português você pode embarcar no Omelete, ou na parte de cinema da UOL.
Se precisarem de algum outro motivo, lembrem-se que nós, estudantes, pagamos meia.

Kleber Garcia

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Binômio Fantástico


Pessoal, achei interessante compartilhar com vocês a idéia do "Jogo do Binômio Fantástico", criado pelo italiano Gianni Rodari.
Para quem não conhece, Rodari é autor de obras que são consideradas clássicos da literatura infantil, ganhador do prêmio Hans Christian Andersen, considerado o prêmio Nobel da área. Entre outras coisas, participou da resistência italiana na Segunda Guerra Mundial e promoveu uma grande renovação da literatura para as crianças nos anos 1960. Mas é melhor ficar somente em "Gramática da Fantasia", seu livro de maior sucesso.
Nele, transformando o leitor em aprendiz de feiticeiro, Rodari apresenta várias técnicas e exercícios para o desenvolvimento da imaginação e da criatividade, com propostas práticas e simples que podem resultar na produção de narrativas orais ou escritas.
A partir da idéia-chave de um "binômico fantástico", isto é, de duas palavras que se unem por acaso, como "cão" e "armário", o autor demonstra como criar uma história em que um homem, ao voltar para a casa e abrir o guarda-roupas para pegar o roupão, se depara com um cachorro.
Fica aí a idéia. Basta sugerirmos duas palavras, de preferência dísparas, para que os alunos escrevam enunciados, ou até histórias, em que as duas palavras se relacionam.
Abraço, Silvia

Gripe Suína: sim, a escola pode parar.

Voltando hoje das famigeradas “férias suínas”, sinto um aperto no peito, a impressão de que poderia ter aproveitado melhor meu tempo livre, que aquela atividade que demandava mais tempo para ser preparada ainda não saiu do papel. Não quis corrigir aquelas tarefas atrasadas do semestre passado, até porque os donos delas já nem mais se lembravam. Tive aquela porção de idéias revolucionárias que nos dá na cabeça quando voltamos de férias e que demoram a sair de lá.
Ia para cima e para baixo tentando passar a limpo minhas listas de presença, o que um colega professor logo me disse ser inútil, porque todas as datas precisariam ser alteradas por causa do recesso suíno. Tive a tentação de juntar-me ao grupo jogando cartas na sala dos professores, talvez aquilo fosse uma oportunidade de ouro para um maior entrosamento com meus pares, mas a culpa não me deixou gastar meu tempo dessa forma. Havia muita coisa que poderia ficar muito melhor na minha prática se aproveitasse esse tempo extra cuidando e refletindo um pouco sobre ela.
Quantos professores, coordenadores, diretores de escola não passaram pela mesma experiência? Alguns deles ainda estão passando por essas férias estendidas, e aproveitam como podem. Não foi difícil fazer com que a grande maioria das escolas públicas, particulares, cursos de idiomas, cursos em geral parassem suas aulas até o final do prazo, mesmo com todo o dano causado ao planejamento do semestre, das férias dos alunos, das provas finais... A mobilização contra a gripe suína foi de forma surpreendentemente cooperativa, obsequiosa por parte das escolas. Curiosamente, igrejas, cinemas, academias, restaurantes, teatros, boates não tiveram o mesmo ímpeto de interromper suas atividades. Todos continuam funcionando a todo o vapor, principalmente por causa da grande clientela ociosa por esses dias.
Sim, eu chamo atenção aqui para o papel da escola na vida das pessoas e da comunidade. Papel esse que poderia tornar mais difícil o fechamento das escolas, tanto quanto o dos outros focos de aglomeração pública, tão indispensavelmente abertos, tão diferentes da escola.

Kleber Garcia

terça-feira, 28 de julho de 2009

Ser professora, ser mãe!


Olá pessoal!
Bem, ser professor...
Há dias em que estou super animada e feliz; e outros em que, por um acontecimento ou outro, fico um pouco triste... Mas o que me faz levantar, seguir em frente e tentar encontrar a felicidade até onde ela não quer existir é essa pessoa linda, minha filha (foto), minha paixão... Por ela sou mais corajosa, mais feliz: sem perceber, ela transforma a minha vida de uma maneira inexplicável.
E é da mesma forma que tento me descrever enquanto professora, se não o AMOR, que outra palavra poderíamos dar a essa tão bonita profissão?
É o amor! Me sinto às vezes mãe de meus alunos... pois sinto carinho, me preocupo com eles e tenho total dedicação àquilo que faço! Pois é com amor que devemos continuar levando a nossa vida para podermos colher um amanhã melhor!
Beijos a todos! E sorte e sucesso para todos nós, professores!
Juliana

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Should I use Kate Perry's I Kissed a Girl in my EFL class?

Since we started a discussion about songs in class, this is an opportunity to think of the suitability of a song for certain classes. Do you remember the teacher from DF who got fired for having used Kate Perry’s mega hit I Kissed a Girl in class? If you haven’t, here you can read the stories in Portuguese on the following sites: Folha, Gazeta do Povo, Mundo Mais, WordPress, Rolling Stone e Lazer Música. If you still don’t recall the song itself, if you don’t remember the lyrics, or if you want a hint on how to illustrate a song so your students can understand it better, check out this video, and don’t forget to stand for your point of view on this issue, please. Kleber Garcia

sábado, 25 de julho de 2009

olhares metamorfoseados


Como muitos que visualizaram a última postagem da Sílvia, eu assisti ao vídeo da entrevista da personagem Pedro Vermelho para a revista Bravo! e achei extremamente interessante. Aliás, o modo como foi adaptada a obra A metamorfose, de Kafka foi, de fato, muito significativo: ao invés de um ser humano que se transforma em animal, ocorre de um animal se transformar em humano. O que torna tudo ainda mais “fantástico” é que a maneira como o animal enxerga o ser humano é retratada: a visão do animal sobre o humano é, por vezes, tão mais perspicaz que a imagem que temos de nós mesmos, que isso chega a causar não somente um estranhamento, como também um certo receio, pois é o medo do olhar do outro que freqüentemente nos faz retrairmo-nos.

(A esse respeito, a profª Margarida Amália Romani de Pontes publicou, em 2002, uma dissertação bem instigante, mas que trata sobre o olhar do animal em Clarice Lispector. Para quem se interessar, o título é: O Bicho outro: a animalidade em Clarice Lispector e há um volume disponível na biblioteca da UNESP / IBILCE.)

Stephania

quarta-feira, 22 de julho de 2009

literatura de Kafka


No nosso último encontro no módulo que aborda "O tratamento do texto literário", ministrado pela professora Aline Storto, discutimos o texto de Franz Kafka. A discussão suscitou em mim a curiosidade pelo escritor. Aconselho a todos que também se interessem pelo trabalho deste mestre, pois ele trata, por meio de contos fictícios regados de alienação e perseguição, do existencialismo. Seus contos são julgados como realistas, em contato com o homem do século XXI, pois os conflitos de seus personagens são condizentes com o homem de hoje.
Acessem no youtube "Pedro Vermelho". Pedro Vermelho é o personagem de um de seus contos "Relatório a uma Academia". É interpretado pela maravilhosa Juliana Galdino (foto, no meio), que inclusive concorre ao prêmio Shell de melhor atriz. Não deixem de acessar.
Abraços>>>>>>>>>>>>>Silvia

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Basta acreditar


Boa tarde, pessoal!

Assisti ao filme que a Thais sugeriu e realmente é fantástico! O filme mostra a todos nós, professores, que é possível realizar um bom trabalho com os alunos mesmo que todas as condições sejam desfavoráveis. É preciso acreditar que temos o poder de transformar para melhor a vida de milhares de pessoas. Está em nossas mãos.
Abraços a todos.
Mariana

Quem tem medo de fazer oral?


Oral é bom, é gostoso. Oral é primordial, e é bem isso o que seu aluno quer de você. Portanto, para que tanto acanhamento? É verdade que é um assunto que constrange muita gente. Por onde começar? Como fazer? Parece que, para alguns, isso é mais fácil do que para outros, talvez por causa da vivência de cada um. Mas o fato de que a prática oral está hoje tão distante da grande maioria das salas de aula de língua estrangeira é um fato preocupante.
Entre os alunos que fazem qualquer curso de língua estrangeira é praticamente uma unanimidade que o grande objetivo para tal curso é ser capaz de falar naquele idioma. De que forma tal meta será alcançada? É certo que mesmo professores com conhecimento e prática sobre como tal processo ocorre muitas vezes encontram resistência por parte dos mesmos alunos que dizem querer falar. Mas pense você também nas suas primeiras orais: um quê de autoconfiança e suporte foi necessário para que você desenvolvesse tal habilidade, não foi? Outros fatores podem estar botando a boquinha de seu aluno fora desse jogo, e você deve zelar para que as condições estejam favoráveis para a construção do conhecimento.
Na escola regular, as crenças e o senso comum te fazem assinar sob o que diz que você está num lugar para se aprender somente a compreender e interpretar textos para o vestibular. Você sabe que não estará errando com eles se tentar incorporar o elemento oral em suas aulas. Tampouco estará infringindo o que vai nos documentos oficiais. Existe sim, uma ênfase na leitura e escrita, mas não em detrimento da oralidade, que influencia certos aspectos da escrita também.
Recursos tecnológicos de todos os formatos, padrões e modelos estão disponíveis ao serviço da aprendizagem de línguas estrangeiras e seu aluno tem acesso a pelo menos alguns deles. O professor deve saber aproveitar-se deles quando se fizer possível e trabalhar no sentido de que seja sempre cada vez mais possível, aprendendo sempre.
Por tudo isso, não há razão para você também não cair de boca nessa. E aqui estamos nós para aprender, pesquisar e compartilhar experiência prática e teórica neste sentido. Escreva para nós. Pergunte, critique, discorde e dê também sua contribuição para este blog.

Kleber Garcia

sábado, 18 de julho de 2009

"The freedom writers diary" MOVIE

Olá pessoal,

A semana passada tive a oportunidade de participar de uma palestra da Cambrigde com o palestrante Herbert Puchta.
A palestra foi brilhante e ele passou um trecho desse filme : "The freedom writers diary". O filme mostra uma professora da Califórnia dando aula numa sala onde racismo, vandalismo e violência faziam parte do cotidiano de casa aluno. Após um ano inteiro letivo, ela consegue mudar a vida, o pensamento e as opiniões desses alunos.

Vale a pena conferir!!! Aqui está o trailer do movie!!





Até a próxima, THAIS

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cultura da Convergência

Estava venerando no altar da convergência, quando me deparei com o Blog daquele que nos acompanhou em uma de nossas aulas, Henry Jenkins.
Muito interessantes são os assuntos que ele discute.
Para aqueles que gostaram do texto do livro Cultura da Convergência e que gostam de ler sobre mídia, educação, letramento (digital), multiculturalismo, entre outros assuntos, vale conferir.

Segue o link do Blog de Henry Jenkins: http://www.henryjenkins.org/

Adriana